terça-feira, 28 de abril de 2009

O Jornalismo Dentro da Guerra


A importância da imagem

“Uma imagem vale mais do que mil palavras”. Tal dito popular nunca soa tão incisivamente nas coberturas jornalísticas nas grandes guerras, principalmente nos últimos 40 anos com o advento da internet, o avanço digital e aperfeiçoamento de satélites, de câmeras de vídeo e máquinas fotográficas. Até um simples aparelho celular, outro produto resultante da evolução tecnológica, acaba se tornando um álibi não descartável na captação de imagens de caos, de calamidade, de GUERRA que informem e mais do que tudo envolvam as pessoas. Este é o verdadeiro “armistício” do jornalista na proposta de envolvimento e imediatismo para o público.
Em 2001, praticamente em tempo simultâneo, o mundo acompanhou pela TV os ataques terroristas às torres gêmeas do World Trade Center em Nova Iorque.


A imagem dizia por si só o que acontecia naquele 11 de setembro.

Jornalista Soldado- A "influência" de Euclides da Cunha

Em meio a Segunda Guerra Mundial, cuja qual arrasta flagelos até os dias atuais, o Jornalista Joel Silveira foi enviado para cobrir a batalha. Nas trincheiras das disparidades, Joel relatava em textos o que acontecia nos campos. O fato rebusca as crônicas de Euclides da Cunha nas descrições de “A Guerra de Canudos”, 50 anos antes. Neste conto pré-modernista, Euclides, muitas vezes alojado em barracas, descrevia a situação e as missões de Antônio Conselheiro.
Desprovidos de tecnologias, mas fiéis a profissão, iam atrás da informação, presenciando os fatos, vivenciando as pressões da guerra.

Egydio Squeff,correspondente de O Globo na 2ª
Guerra.



O Jornalismo combativo também estava presente no jornalista José Hamilton Ribeiro. Cobrindo a Guerra do Vietnã na década de 1960, o jornalista perdeu uma perna ao pisar em uma mina. Porém, aos seus 76 anos de idade, Ribeiro ainda se encontra em plena atividade. As marcas da guerra ficaram. Mas não foi empecilho para a continuidade de seu trabalho.
José Hamilton Ribeiro recebendo cuidados após perder perna na Guerra do Vietnã

Altobelly de Oliveira

Fotos:
http://tms.org/pubs/journals
http://defesanet.com.br
http://objetiva.com

Um comentário:

  1. Vale a pena ler "Deus É Inocente" de Carlos Dorneles.
    O livro trata da cobertura da imprensa sobre o ano que sucedeu os atentados de 11 de Setembro de 2001 às Torres Gêmeas.
    Fala da Guerra do Afeganistão e dos ataques ao Iraque.

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